Saúde Mental e o desenvolvimento da criança

Com a comemoração do dia das crianças no dia 12 outubro e do dia mundial da Saúde Mental em 10 de outubro, penso que seria oportuno lembrar sobre o tema da saúde mental, em especial em crianças.

Inicialmente, faz sentido observarmos que durante crescimento de uma criança, é esperado que ela tenha contato com experiências presentes nessa fase do desenvolvimento como, medo, raiva, ansiedade, e que os pais se esforcem para ajudá-la.
Eventos traumáticos podem afetar o humor das crianças e sua capacidade de regular suas emoções, porém, quando estas intervenções ocorrem de uma forma mais ou menos adequada, através dos familiares, professores, entre outros, crescem muitos as chances que esta criança desenvolva capacidades para lidar com outras experiências no futuro, especialmente a resistência à frustração, e se tornem adultos saudáveis. Na atualidade, fala-se de dois tipos de traumas:
O grande trauma – “T”, e o pequeno trauma –“t”
O grande trauma – “T”, como o nome sugere, são derivados de experiências mais graves que incluem, lesões físicas graves, violência sexual, desastres naturais, etc., e estão, em geral associados com o transtorno de estresse pós-traumático (TEPT).
Pequenos traumas, “t”, por sua vez, são eventos muito angustiantes que afetam os indivíduos em um nível pessoal, mas não se enquadram na grande categoria “T”.
Estão inclusos nesta categoria, lesões sem risco de vida, abuso emocional, morte de um animal de estimação, intimidação ou assédio e perda de relacionamentos significativos, etc. Neste momento, em virtude das datas comemoradas, gostaria de chamar atenção ao pequeno trauma – “t”.
Ocorre que os pequenos traumas, podem passar sem receber a devida atenção, pois, parecem inofensivos. Porém, as pesquisas revelam que a somatória desses eventos “inofensivos” pode causar, além de danos emocionais consideráveis, podem igualmente interferir no desenvolvimento do cérebro, especialmente em uma área chamada “ínsula”, que entre outras funções, é responsável pela regulação emocional e autoconsciência.
Este estudo descobriu, há uma variação no volume e área de superfície da ínsula entre homens e mulheres que sofreram estresse traumático com relação aos que não sofreram estes traumas.
Finalizando, existe atualmente um claro entendimento que estas pequenas ocorrências emocionais, devem observadas e enfrentadas com a necessária urgência, evitando assim que o acúmulo destas experiências não se transformem em transtornos mais complexos.
O profissional de psicologia clínica estará apto a compreender cada caso. Ele deverá fazer uma avaliação cuidadosa do possível ambiente em que a criança está exposta, que poderá a família, amizades ou escola. E, desta forma, indicar um tratamento adequado.
Este tratamento poderá incluir a colaboração psiquiátrica, se for considerado a necessidade de intervenção medicamentosa.
Para saber mais sobre o assunto:

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